domingo, 19 de setembro de 2010

HERÁLDICA



Brasão: escudo de prata, javali de negro armado, lampassado e animado de vermelho, realçado de prata, entre dois ramos de castanheiro de verde, com ouriços do mesmo, rachados de ouro, em chede e monte de dois cômoros de verde, movente da ponta. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: «GEBELIM».
Bandeira: esquartelada de verde e branco. Cordão e borlas de prata e verde. Haste e lança de ouro.
Selo: nos termos da Lei, com a legenda: «Junta de Freguesia de Gebelim - Alfândega da Fé».

ASSOCIAÇÃO DE GEBLIM DESPORTO E CULTURA

LOCAIS DE INTERESSE

Igreja Matriz - Templo dedicado a São Martinho.Uma das suas características principais são os seus cinco altares, todos eles contornados com uma linda talha dourada.
Capelas:
Capela de São Bernardino Capela do Séc. XVIII (1741), da época pombalina. Possui, no interior, a imagem de São Bernardino pintada numa tábua, tendo a capela-mor talha de feição rural.
Fontes:
Fonte Luminosa com repuxo. Existem, além disso, outras duas fontes, que servem de abastecimento de água à população.
Chafarizes - Existem 4 chafarizes distribuídos na povoação, com bebedouros para o gado.
Nichos/Alminhas - Existem vários nichos espalhados pela povoação. As Alminhas estão situadas nas Carvalheiras.
Forno Comunitário - Situa-se ao pé do “Café Cleto”. De pequenas dimensões, está apto a ser utilizado.
Paisagem de Relevo - Serra de Gebelim, Ribeira da Aldeia, barragem da Camba;
Ponte Romana

TRADIÇÕES

Gastronomia: Cabrito, folar da Páscoa, enchidos e chouriças doces;

Artesanato: Cestaria – José Alberto Marçal, sapateiro ambulante num raio de 100 Kms;

Lenda de São Bernardino
Segundo relatam os mais velhos, existe uma Lenda sobre São Bernardino que se traduz no seguinte:
São Bernardino era órfão de pais, desde logo muito cedo, o que fez com que ele fosse criado por uma tia.
Era um rapaz bastante correcto para com toda a gente, embora fosse uma pessoa que não acompanhava muito as amizades com os rapazes da idade dele. A sua paixão era outra...

Certo dia vai saír de casa e sua tia perguntou-lhe onde ia.
Ele respondeu: - vou visitar uma donzela, que é para mim a mais querida do mundo!
A tia, ao ter ficado tão surpreendida com ele, decidiu segui-lo e ver até onde ele ia.
Ficou a observá-lo, ajoelhado aos pés da Virgem Maria.
Qual não foi o seu espanto quando ela se apercebeu a quem é que ele se referia.
São Bernardino foi Padre, passou a Bispo e depois Santo.
Relata ainda a Lenda que, num castanheiro da freguesia de Gebelim, apareceu a sua imagem gravada.
Vieram inúmeras vezes a querer retirar essa imagem, mas sempre sem resultado. Haveria sempre qualquer coincidência que não permitia com que ela saísse do sítio onde tivera aparecido.

Também contam que, quando São Martinho se tornou Santo, foi proclamado advogado dos espíritos malignos, conseguindo retirar o demónio ou os espíritos maus das pessoas.
Conseguiu, com isto, aproximar muitos crentes e fiéis, continuando ainda hoje as pessoas a visitarem a sua Capela.

Lenda de São Martinho
O padroeiro desta freguesia, São Martinho, era natural de sabária, na Panónia.
Muito novo, tinha ele quinze anos, alistou-se na Guarda Imperial a Cavalo.
Era um homem cheio de generosidade.

Dele se conta que um dia, um mendigo esfomeado e cheio de frio, lhe pediu esmola.
Então ele, não tendo outros recursos à mão, desembaínha a espada, corta sua própria capa e dá metade ao mendigo para se agasalhar.

Tinha ele vinte anos quando trocou a “guerra” pela “paz”, dedicando-se a uma vida solitária de eremita, segundo as regras de São Basílio.
Em 371, foi sagrado Bispo de Tours.
Morreu em 397, depois de ter exercido um episcopado de 26 anos, virado para a janela com os olhos no céu.

Tornou-se num dos Santos mais queridos e venerados pelo mundo Ocidental.
É padroeiro dos hoteleiros, cavaleiros e alfaiates.
Os cristãos celebram a sua festa no dia 11 de Novembro.
É nesta época que se prova o vinho novo e comem as castanhas, estando sempre na mente do povo, a memória a São Martinho.
Dessa associação de factos se criou o adágio: “No dia de São Martinho, vai à adega e prova o vinho”.

História

A freguesia de Gebelim fica situada num vale, entre dois ribeiros, na Serra de Bornes. Tem como vizinhas as aldeias de Soeima, Bornes, Chacim, Peredo e Agrobom, distando cerca de 22 quilómetros da sede de concelho (Alfândega da Fé).
A origem do nome “Gebelim” terá provindo do nome árabe “Jabalain”, (significa dois montes) e de “Jabalom” (o monte). O topónimo anda, pois, associado à sua situação geográfico-morfológica.
O seu povoamento é de data muito antiga, remontando ao homem pré-histórico, de acordo com vestígios encontrados, que terá habitado na “Fraga dos Mouros”.
Outrora, até 1853, Gebelim pertencera ao concelho de Chacim, e, quando este se extinguiu, passou a pertencer ao concelho de Macedo de Cavaleiros.
Só em 1855 é que viria a pertencer ao concelho a que hoje pertence, ou seja, Alfândega da Fé.

Freguesia de Gebelim

População residente: 324 hab.
Aldeias anexas: não tem
Distância à sede de concelho: 22 km.
Património cultural e edificado: Igreja matriz, Santuário e Capela de S. Bernardino, Capela de Nossa Sr.ª do Rosário, ponte romana, fornos de cal.
Locais a visitar: Fraga dos Mouros, Capela de S. Bernardino, antigos fornos de cal, ponte romana.

A aldeia de Gebelim situa-se nas faldas da Serra de Bornes encravada entre montes. O próprio toponímio da localidade está associado à sua situação geográfica e morfológica. Segundo Pinho Leal, Gebelim é uma palavra de origem árabe, resultante da corrupção da palavra "Jabalain", que significa "dois montes". Não sendo de estranhar esta origem, embora não se possa comprovar, é certo que por ali existem muitos topónimos e referências aos mouros, como a fraga dos mouros, onde existem pequenas cavernas. Notável, igualmente, é o facto de antigamente se ter explorado cal nesta freguesia, referindo João Vilares que ali existiram cinquenta fornos; de qualquer forma, não deixa de ser importante constatar a existência de calcário a cerca de mil metros de altitude!

O ponto mais interessante da freguesia é mesmo o local onde se situa a capela e o santuário de S. Bernardino, construído em 1743, local aprazível com uma linda vista sobre o horizonte e um silêncio só quebrado pelos chocalhos, de som cristalino, do rebanho de cabras que, junto com o seu pastor e os temíveis cães de guarda, sobe pela encosta rumo a pastagens mais verdejantes. Neste mar de silêncio impera o canto dos pássaros, o zumbido dos insectos e a brisa que sopra entre as copas dos pinheiros

JUNTA DE FREGUESIA

Junta de Freguesia de Gebelim
Rua Principal 148
5350-250 GEBELIM
Tel/Fax -278 461 122
E-mail: gebelim@jfreguesia.com
SOBRE AS JUNTAS DE FREGUESIA
A junta de freguesia é o órgão executivo colegial de cada uma das freguesias de Portugal.
Este orgão foi criado em 1832, quando da criação da paróquia ou freguesia como unidade administrativa, designando-se então junta de paróquia.
Em 1916 passou a ter a actual designação.
Cada junta de freguesia é constituída por um presidente e por vários vogais.
Torna-se automaticamente presidente da junta, o cabeça da lista mais votado na eleição para a assembleia de freguesia.
Os vogais da junta são eleitos pela assembleia de freguesia, de entre os seus próprios membros propostos pelo presidente da junta.
No caso das freguesias com menos de 150 eleitores - que não têm assembleia de freguesia, os vogais são eleitos pelo plenário dos eleitores

IGREJA MATRIZ

BARRAGEM DA CAMBA

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

CAPELA DE SÃO BERNARDINO

A capela de São Bernardino, datada de 1741, é hoje sede de uma importante romaria na aldeia de Gebelim. A fachada é simples, dominada pelo portal de verga recta ladeado por grossas pilastras adossadas, rematadas em pirâmide boleada. O frontão, sensivelmente triangular, tem no seu interior um pequeno nicho, e, dada a reduzida altura do templo, prolonga-se até à empena. Esta é cortada por um campanário desproporcionado com uma ventana que alberga um sino. Os cunhais da fachada são de cantaria com remates piramidais. No lado direito encontra-se um alpendre suportado por quatro colunas facetadas, desprovidas de decoração e assentes num pequeno muro. Do lado esquerdo adossa-se a sacristia. A cornija do edifício é de cantaria.
No interior, com uma única nave, sobressai a capela-mor com talha de feição rural. A cobertura de madeira foi pintada, mostrando uma representação rara de S. Bernardino, bastante deteriorada.

Acesso: EN 216 de Macedo de Cavaleiros a Chacim, e, depois desta, tomando EM para Gebelim. Um km antes da aldeia, cruzamento à direita para o santuário, que é visível da estrada.

Protecção: Imóvel de Interesse Público, Dec. nº 8/83, DR 19 de 24 Janeiro 1983.